2016-04-11

NA TOLKIEN SOCIETY DESDE OS ANOS 80 / IN THE TOLKIEN SOCIETY SINCE THE 1980S

Em 2015 a Tolkien Society presenteou os membros mais antigos com distintivos especiais. Com muito orgulho, ganhei três: o de 10, o de 25 e o de 33 anos. 33?! É claro.
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In 2015 the Tolkien Society gave out special badges to their most long-standing members. Very proudly I got three: for 10, 25 and 33 years. 33?! Of course.

2015-11-26

MINHAS TRADUÇÕES DE OBRAS DE TOLKIEN / MY TRANSLATIONS OF TOLKIEN'S WORKS


Ferreiro de Bosque Grande e Beowulf: Uma Tradução Comentada saíram com apenas dois dias de intervalo!
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The Brasilian versions of Smith of Wootton Major and Beowulf: A Translation and Commentary were published in the space of only two days!

2015-02-09

EU TRADUZIRIA THE HISTORY OF MIDDLE-EARTH? / WOULD I TRANSLATE THE HISTORY OF MIDDLE-EARTH?
Talvez.
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Maybe.

2014-02-10

MAIS UMA VEZ, NÃO ESTOU SOZINHO... / ONCE MORE, I'M NOT ALONE...

... criticando seriamente A Desolação de Smaug de Peter Jackson. Apesar de eu respeitar e apreciar o trabalho de Corey Olsen, "The Tolkien Professor", que escreve aqui, o comentário de David Bratman está totalmente de acordo com minha opinião.
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... seriously criticising Peter Jackson's The Desolation of Smaug. Even though I respect and enjoy the work of Corey Olsen, "The Tolkien Professor", who writes here, the commentary by David Bratman is totally in accord with my opinion.

2014-01-09

UMA RESENHA DO HOBBIT JACKSONIANO COM A QUAL CONCORDO / A REVIEW OF THE JACKSONIAN HOBBIT I AGREE WITH

Apesar de ter sido escrita há mais de um ano, e se referir apenas ao primeiro filme da "trilogia", esta resenha de Bruce Charlton faz eco aos meus sentimentos. Tendo já visto A Desolação de Smaug, só posso dizer: "mais do mesmo!".
Destaco esta frase de Charlton [tradução minha]:
Toda a abordagem de Jackson ao colocar O Hobbit na tela foi arrogantemente desrespeitosa com Tolkien, à maneira de um adolescente petulante e sabichão; e foi isto que saiu como resultado.
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Even though it was sritten more than a year ago, and refers only to the first movie of the "trilogy", this review by Bruce Charlton echoes my feelings. Having already watched The Desolation of Smaug, I can only say: "more of the same!".
I single out this phrase by Charlton:
Jackson's whole approach to putting The Hobbit on screen was arrogantly disrespectful to Tolkien in the manner of a know-it-all petulant adolescent; and this is what comes through in the result.

2013-12-18

PJ PERDEU A MÃO NO SEGUNDO HOBBIT... / PJ "LOST HIS HAND"* ON THE SECOND HOBBIT...

... e agora é Sir Peter Erchamion.
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... and is now Sir Peter Erchamion.
* In Portuguese, "perder a mão" [losing one's hand] is an idiom for "losing your skill".

2013-12-17

SE VOCÊ NÃO CONHECE THE NOTION CLUB PAPERS... / IF YOU DON'T KNOW THE NOTION CLUB PAPERS...

The Notion Club Papers é um romance que Tolkien não chegou a concluir. Fala das reuniões do fictício Notion Club em Oxford, cujas atas teriam sido encontradas no meio de papel descartado, em 2012! Note que JRRT escreveu esta obra nos anos 1940; ela foi publicada postumamente em Sauron Defeated, um dos 12 volumes de The History of Middle-earth. Há um bom comentário no link abaixo.
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The Notion Club Papers is a novel which Tolkien did not get around to finishing. It talks about the meetings of the fictitious Notion Club in Oxford, whose minutes were said to have been found among waste paper in 2012! Note that JRRT wrote this work in the 1940s; it was published posthumously in Sauron Defeated, one of the 12 volumes of The History of Middle-earth. There is a good commentary at the link below.

http://notionclubpapers.blogspot.co.uk/2012/07/a-companion-to-jrr-tolkiens-notion-club.html

2013-12-13

UMA CRÍTICA À DESOLAÇÃO DE SMAUG DE PETER JACKSON

Se os filmes do Senhor dos Anéis deram ao espectador uma razoável ideia do conteúdo do livro, o mesmo não pode ser dito dos filmes do Hobbit. E na Desolação de Smaug isso é ainda mais verdadeiro que na Jornada Inesperada. Já foi suficientemente criticada – ao tempo do primeiro filme – a decisão de Peter Jackson, de transformar um livro curto numa trilogia cinematográfica do mesmo tamanho que O Senhor dos Anéis, obra literária bem mais volumosa. Agora, no módulo central, fica bem mais evidente a intenção de rechear a tela de material que nada tem a ver com a obra original de Tolkien. Se a intenção real foi fazer de um negócio lucrativo um negócio ainda mais lucrativo, outros poderão dizer. Mas a suspeita é inevitável.

Justiça seja feita: o design visual de PJ continua espetacular como sempre. As paisagens – em que pese já serem naturalmente lindíssimas na Nova Zelândia – enchem os olhos. Os cenários são tão repletos de detalhes, e tão verossímeis, que nos permitem imergir na Terra Média sem qualquer esforço. A Cidade do Lago é muito coerente com o desenho feito pelo próprio Tolkien. Seu ar de cidade outrora próspera e agora decadente, dominada por um Mestre aristocrático (na pior acepção da palavra) e habitada por um povo sem esperança, convence à primeira vista. Também sentimos que estamos presentes nos próprios salões subterrâneos de Erebor, com seus vastíssimos tesouros e sua arquitetura plena de inscrições (e desenhos um pouco art déco).

Smaug, no filme, é de fato “o Magnífico”: o dragão do filme tem presença, peso e volume, articulações e movimentos realistas, detalhes e texturas... e inteligência – mais ainda, esperteza. Seu diálogo com Bilbo é provavelmente o ponto alto do filme, como foi a disputa de adivinhas com Gollum no primeiro.

Temo que o espectador menos familiarizado com a obra de J.R.R. Tolkien saia da sala de projeção com uma impressão errada da narrativa do Hobbit, e por extensão da obra de Tolkien como um todo. Temo também que pense que JRRT foi o precursor do vídeo-game, especialmente no que este apresenta de movimentos fulminantes e acrobáticos, pancadaria frequente... quem viu o Legolas do Senhor dos Anéis sabe do que estou falando, mas na Desolação de Smaug ele (e Tauriel, sua parceira romântica enxertada na narrativa) elevam isso ao cubo. E sem justificativa nenhuma, já que seus adversários são bandos de orcs que tampouco aparecem no livro.

Em suma, A Desolação de Smaug deixou-me um tanto desolado. É extremamente vistoso (no verdadeiro sentido), mas sacrifica a fidelidade a JRRT diante de uma estética adolescente de violência coreográfica e da introdução de personagens e temas estranhos, em detrimento de outros que poderiam – deveriam! – ter sido mais bem explorados (penso especialmente no episódio de Beorn). Quase se perdeu uma ideia importante, que é o crescimento de Bilbo ao longo da demanda (em espírito e mentalidade, não em estatura). Se o terceiro filme da série trouxer um final digno – penso na negociação engendrada por Bilbo antes da batalha, na morte de Thorin, no inesperado retorno a Bolsão – Peter Jackson poderá redimir-se deste filme, menos maduro que o livro infanto-juvenil que o originou.

[ Sim, estou de volta... por algum tempo. / Yes, I'm back... for some time. ]

2010-12-17

UM NOVO ENDEREÇO / A NEW ADDRESS
Diversos de meus artigos linguísticos estão sendo republicados no site Tolkiendil, na página Otsoandor no endereço abaixo. Agradeço a Damien Bador, que entrou em contato comigo e se ofereceu para coordenar a publicação.
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Several of my linguistic articles are being republished on the Tolkiendil site, on the Otsoandor page at the address below. I thank Damien Bador, who contacted me and offered to co-ordinate the publication.
http://www.tolkiendil.com/langues/english/otsoandor

2008-12-09

O POEMA DO ANEL EM MÉDIO INGLÊS / THE RING-VERSE IN MIDDLE ENGLISH
O médio inglês é o idioma falado na Inglaterra desde a invasão normanda, em 1066, até cerca de 1470. Abaixo está minha versão médio-inglesa - na linguagem e métrica de Chaucer (~1400) - do Poema do Anel. Þ (cuja minúscula é þ) é a letra thorn, equivalente ao th moderno, e ſ é o "s longo" usado no interior das palavras.
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Middle English is the language spoken in England from the Norman invasion in 1066 until around 1470. Below is my Middle-English version - in the language and metre of Chaucer (~1400) - of the Ring-verse. Þ (of which þ is the lower case) is the letter thorn, equivalent to modern th, and ſ is the "long s" used within words.

Þree ringes for þe heighe eluen-kinges,
Seuen for dwarues in hir halles depe,
For men, to deeþ y-demed, nine ringes,
Oon for þe Darke Lord, ſo men him clepe,
In Mordor-lond wher-as þe ſhadwes lye.
Oon al to rewle, oon for hem to finde,
Oon al to bringe and in derke binde
In Mordor-lond wher-as þe ſhadwes lye.

2008-05-13

OS PRINCIPAIS ERROS DE PETER JACKSON / PETER JACKSON'S MAJOR MISTAKES
Neste endereço, Phil Eskew faz um comentário interessantíssimo sobre os erros cometidos por Peter Jackson ao transferir O Senhor dos Anéis para a tela do cinema. Concordo com os principais erros que ele aponta:
  • A "incrementada" do papel de Arwen;
  • A omissão do Expurgo do Condado;
  • A alteração da personalidade e da história de Faramir;
  • Fazer Frodo mandar Sam para casa.
Vejamos como ficará O Hobbit em filme... [ Faz tempo que não escrevo neste blog!]
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At this address, Phil Eskew makes a most interesting commentary about the mistakes committed by Peter Jackson when transferring The Lord of the Rings to the movie screen. I agree with the major errors he points out:
  • The "beefing up" of Arwen's role;
  • The omission of the Scouring of the Shire;
  • The change in Faramir's personality and storyline;
  • Having Frodo send Sam home.
Let us see how The Hobbit will come out on film... [ I haven't written in this blog for a long time! ]

2006-10-30

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE OS FILHOS DE HÚRIN / MORE INFORMATION ON THE CHILDREN OF HÚRIN
Isto é o que diz o Tolkien Estate sobre o futuro livro. Aqui está uma entrevista com Adam Tolkien, filho de Christopher Tolkien, a esse respeito.
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This is what the Tolkien Estate says on the forthcoming book. Here is an interview with Adam Tolkien, Christopher Tolkien’s son, about it.

2006-10-20

VERSÕES DE OS FILHOS DE HÚRIN / VERSIONS OF THE CHILDREN OF HÚRIN
. De acordo com Michael Drout, foram publicadas as seguintes versões de Os Filhos de Húrin, história que sairá em forma de livro no próximo ano, editada por Christopher Tolkien.
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According to Michael Drout, there have been published the following versions of The Children of Húrin, a story which will appear in book form next year, edited by Christopher Tolkien.

1977 - The Silmarillion - "Of Túrin Turambar" [prosa / prose]
1980 - Unfinished Tales - "Narn i Hîn Húrin" [prosa /prose]
1984 - The Book of Lost Tales, Part II - "Turambar and the Foalókë" & "The Nauglafring" [prosa / prose]
1985 - The Lays of Beleriand - "The Lay of the Children of Húrin" [poema aliterante / allliterative poem]
1994 - The War of the Jewels - "The Wanderings of Húrin" [prosa / prose]

2006-09-28

SdA EM HIERÓGLIFOS / LotR IN HIEROGLYPHS

A figura mostra Senhor dos Anéis em hieróglifos egípcios (o texto superior), seguido de Livro de JRRT. Hieróglifos nem sempre são coloridos, mas dei a estes as cores que julguei adequadas - o glifo de senhor em vermelho, alusão ao Olho de Sauron; a perna em cor de pele convencional; os ziguezagues denotando água em azul; os anéis em amarelo. Em detalhe, a inscrição lê-se assim:
  • Segmento de círculo com traço vertical = senhor
  • Cinco glifos seguintes (perna, dois ziguezagues, dois anéis) = anel
  • Três traços verticais = sinal de plural
  • Grupo inicial da segunda linha (rolo de papiro, braço, sinal de amarrar e traço) = livro
  • Dois glifos seguintes = de
  • Quatro sinais alfabéticos = dj-r-r-t (JRRT)
  • Homem sentado = determinativo que indica nome masculino

Abaixo estão a pronúncia reconstruída e os códigos do Manuel de Codage que correspondem a este texto hieroglífico.

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The picture shows Lord of the Rings in Egyptian hieroglyphs (the upper text), followed by Book of JRRT. Hieroglyphs are not always coloured, but I gave these the colours I judged to be adequate - the glyph for lord in red, an allusion to the Eye of Sauron; the leg in conventional skin colour; the zigzags denoting water in blue; the rings in yellow. In detail, the inscription is read as follows:

  • Circle segment with vertical line = lord
  • Five following glyphs (leg, two zigzags, two rings) = ring
  • Three vertical lines = sign for plural
  • Initial group of second line (papyrus scroll, arm, sign of binding and line) = book
  • Two following glyphs = of
  • Four alphabetical signs = dj-r-r-t (JRRT)
  • Seated man = determinative indicating a man's name
Below are the reconstructed pronunciation and the Manuel de Codage codes corresponding to this hieroglyphic text.
Nib benenu
Sha' net DJeReReT

V30:Z1-D58-N35:N35:S21*S21-Z3

Y1:D36-V12:Z1-N35:X1-I10:D21:D21:X1-A1

2006-09-20

MINHA BIBLIOTECA / MY LIBRARY
Mudei-me no início deste ano, mas gostaria de compartilhar estas fotos: Pequena parte de minha antiga biblioteca, que ocupei por quinze anos, até fevereiro de 2006, e onde escrevi grande parte de meus estudos e traduções, e a nova biblioteca. Sim, é o brasão de Idril Celebrindal na tela da foto mais antiga.
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I moved early this year, but I would like to share these photos: A small part of my former library, which I occupied for fifteen years, until February 2006, and where I wrote a large part of my studies and translations, and the new library. Yes, that is the device of Idril Celebrindal on screen on the earlier picture.
OS FILHOS DE HÚRIN / THE CHILDREN OF HÚRIN
Faz quase um ano que não publico neste blog. Mas a notícia é boa: Christopher Tolkien terminou de editar The Children of Húrin [Os Filhos de Húrin], e o livro será publicado no início de 2007.
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It has been almost a year since I last published on this blog. But there are good news: Christopher Tolkien has finished editing The Children of Húrin, and the book will be published early in 2007.

2005-10-17

MODO DE TEHTAR PARA O INGLÊS / TEHTAR MODE FOR ENGLISH
O site Gondolin tem agora uma proposta para um modo fonêmico de tehtar para a língua inglesa. Comentários serão bem-vindos!
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The Gondolin site now has a proposal for a phonemic tehtar mode for English. Comments will be welcome!

2005-09-26

WIKIBOOK SOBRE SISTEMAS ÉLFICOS DE ESCRITA / WIKIBOOK ON ELVISH WRITING SYSTEMS
Todos os interessados nas escritas élficas deveriam consultar History of Tolkien's Elven writing systems, que dá informações úteis sobre tengwar, sarati etc. Está sendo escrito por especialista(s) reconhecidos no assunto, e provavelmente será atualizado sempre que necessário.
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All those interested in Elvish writing should consult History of Tolkien's Elven writing systems, which gives useful information on tengwar, sarati etc. It is being written by (a) specialist(s) on the matter, and will probably be updated whenever necessary.

2005-09-21

UMA SUB-CRIAÇÃO COLETIVA / A COLLECTIVE SUB-CREATION Ill Bethisad (que tem seu próprio Wiki) é nosso próprio mundo em uma linha de tempo alternativa construída coletivamente, que parte de alguns pontos de divergência. E a inspiração original foi lingüística! Explore o IBWiki, que tem um verbete sobre Tolkien (que lá foi Sir Ronald) e um sobre O Senhor dos Anéis, com o Poema do Anel em línguas sub-criadas. / Ill Bethisad (which has its own Wiki) is our own world on a collectively-constructed alternative timeline, starting from some points of divergence. And its original inspiration was linguistic! Explore the IBWiki, which has an entry on Tolkien (who was Sir Ronald there) and one on The Lord of the Rings, with the Ring-verse in sub-created languages.

2005-07-27

SENHORAS DOS ANÉIS / LADIES OF THE RINGS
Em 2005-07-23 participei de uma mesa redonda no lançamento do livro Senhoras dos Anéis: Mulheres na Obra de J.R.R. Tolkien, organizado por Rosana Rios e editado pela Devir Livraria. É o primeiro livro no mundo (que eu saiba) que analisa exclusivamente as personagens femininas de JRRT. Senti-me honrado em escrever o prefácio.
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On 2005-07-23 I took part at a round table at the launch of the book Senhoras dos Anéis: Mulheres na Obra de J.R.R. Tolkien [Ladies of the Rings: Women in the Work of J.R.R. Tolkien], organised by Rosana Rios and edited by Devir Livraria. It is the first book in the world (as far as I know) that analyses exclusively JRRT's female characters. I felt honoured to write the foreword.